O artigo intitulado "Copper accumulation by stickleback nests containing spiggin" foi aceito para publicação na revista Environmental Science and Pollution Research, sendo fruto da colaboração em pesquisa com a University of Leicester, iniciada no período do pós doutoramento da Prof. Gra. Grasiela Lopes Leães Pinho.

O estudo envolveu o comportamento reprodutivo de uma espécie de peixe popularmente conhecidacomo three-spined stickleback. Os machos desta espécie apresentam um elaborado comportamentereprodutivo que inclui a construção dos ninhos onde posteriormente os ovos serão fecunda dose mantidos. Para construção destes ninhos, tais machos utilizam uma glicoproteína chamada spiggin, funcionando como uma cola para aderir o material utilizado na construção. Esta,por sua vez, tem na sua composição uma expressiva quantidade da proteína cisteina, o que lhe confere não só a capacidade de adesão do material do ninho, como pode ser vista como um potencial quelante para metais pesados. Com o trabalho foi possível confirmar que estes ninhos em uma situação de contaminação ambiental com o metal cobre, é capaz de acumular altos níveis do metal. Este estudo remete a novos questionamentos, sobre os riscos que estes ovos e embriões estariam sofrendo ao estarem contidos em um ambiente altamente contaminado com este ou outros metais pesados.  

IV Simpósio da Associação de Pesquisadores em Início de Carreira para o Mar e os Polos (APECS-Brasi)l que será realizado em Brasília entre os dia 27 e 29 de julho.

 

Clique aqui para baixar A4 Cartaz Simpósio APECS 2016.pdf

 


O 9º Curso de Produção de Camarão em Sistemas de Bioflocos, que ocorreu de 12 até 14 de abril passado, na Estação Marinha de Aquacultura (EMA/FURG) no Cassino.

 O sistema de Bioflocos é pioneiro no país e foco de pesquisa desde 2005 na Universidade. Hoje, a FURG é referência no sistema, com uma estrutura de cultivo única no país. O sistema consiste, de forma geral, num processo de transformação dos compostos nitrogenados, antes tóxicos aos camarões, em proteína microbiana, que serve de alimento para o animal. “O que antes era veneno, agora vira alimento”, destaca o professor Dariano Krummenauer. 

 Na produção convencional em viveiros, o ração que não é consumida pelos camarões, junto com os excretos, se degrada, deixa a água tóxica e com alta concentração de amônia. De acordo com o professor, é necessário, neste caso, realizar a troca da água, que é um processo de custo elevado e que causa impacto ao meio ambiente. Já no sistema de Bioflocos, Krummenauer explica que com a manipulação das relações carbono/nitrogênio, é possível transformar os compostos nitrogenados, que estavam em níveis impróprios para os camarões, em proteína, que será consumido como alimento pelo animal. Por consequência, é possível aumentar a produção por hectare. No sistema convencional a densidade é baixa, com uma média de uma tonelada de camarão por hectare. Já com Bioflocos, a densidade aumenta com o crescimento da estocagem para 60 toneladas por hectare. “Com o Bioflocos, o camarão tem uma condição boa de sobrevivência, já que ele tem alimento e conforto, mesmo vivendo em um espaço pequeno”, completa.  No que tange as questões de impacto ambiental, o processo é considerado sustentável, já que não necessita de troca de água e com isso, não apresenta emissão de efluentes ao meio ambiente.

 No primeiro dia do curso, os participantes foram recebidos na Estação com a apresentação inicial do sistema e breve contextualização regional. Foi realizada também uma visita introdutória às estufas de produção. No decorrer do curso, serão proferidas aulas teóricas e práticas. Para o zooctenista e gerente de exportação de uma empresa de Campinas de ração animal, Diogo Villaça, o curso abre novos horizontes e possibilita novas formas de produção da espécie. “Esse é o meu primeiro contato com o sistema e busco levar conhecimento para ajudar a desenvolver o mercado na América Latina”, diz. 

 As informações apresentadas no curso, que é promovido semestralmente pela FURG, são resultados dos estudos desenvolvidos ao longo desse período pela Universidade. “Nosso conteúdo é exclusivo e foi construído com base nas pesquisas desenvolvidas aqui. Então, os resultados são sólidos e os participantes poderão iniciar a implementação do sistema em suas regiões”, explica Krummenauer.

Abaixo link com reportagem sobre o evento

Reportagem

 


A equipe da Estação de Apoio Antártico, da Universidade Federal do Rio Grande (Esantar/Furg), e o Grupo de Oceanografia de Altas Latitudes (Goal), do Instituto de Oceanografia (IO/Furg), finalizaram ações na 34ª Operação Antártica (Operantar). A operação, considerada um sucesso pelos envolvidos, teve início em outubro do ano passado. O retorno dos navios “Almirante Maximiano da Fonseca" e "Ary Rongel" ocorreu no final de março. 

A Esantar/Furg auxiliou nos preparativos e no retorno de materiais de apoio. No total, foram preparadas 26 toneladas de materiais, para abastecer mais de 20 acampamentos, além de aproximadamente 200 conjuntos de roupas para pesquisadores e militares. O apoio logístico à Operantar é oferecido por meio de convênio com a Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (Secirm). 

O diretor da Esantar, Gonzalo Velasco Canziani, destaca a função da Furg nas atividades realizadas. "É um projeto de interesse nacional e visibilidade internacional, e nossa universidade tem um papel importantíssimo, de parceira com a Secirm. Estamos no centro do projeto, com o apoio logístico desta Estação, há mais de 30 anos, e pela participação de muitos pesquisadores e alunos nossos”. As operações antárticas são anuais, envolvendo dois navios, 10 a 12 voos e quase mil pessoas por ano. 

O Goal realizou a coleta de dados para os projetos Nautilus, Interbiota e Baleias. Os pesquisadores do Goal permaneceram em viagem durante o mês de fevereiro, e retornaram em 6 de março. Estiveram a bordo, 28 pesquisadores, entre estudantes, professores e técnicos, envolvendo os cursos de graduação em Oceanologia, pós-graduação em Oceanografia Biológica e pós-graduação em Oceanografia Física, Química e Geológica da Furg. O grupo contou também com a participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade de Perpignan Via Domitia (UPVD, França), Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI, USA). 

O Goal desenvolve projetos científicos multidisciplinares, na região Antártica, há mais de uma década. O projeto Nautilus estuda novas tecnologias autônomas, na investigação e monitoramento das transformações da Água de Fundo Antártica e suas implicações à circulação oceânica e ao clima, contribuindo com iniciativas internacionais nesse tema. O projeto Baleias está voltado à diversidade e conservação de cetáceos antárticos, compreendendo os padrões de uso do habitat de baleias-jubarte e a variabilidade genética, entre outros fatores, além de monitorar a concentração de poluentes. O projeto Interbiota tem por objetivo estudar as interações biológicas em ecossistemas marinhos próximos à Península Antártica, sob diferentes impactos de câmbios climáticos.

Extraído de http://jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=3&n=84517


O Instituto de Oceanografia convida para a sessão pública de defesa de Memorial para promoção para a Classe E (Professor Titular) conforme cronograma:

- 10:00 às 11:00 h:  Prof. Dr. Paulo Roberto Tagliani
- 11:00 às 12:00 h:  Prof. Dr. José H. Muelbert

- 13:30 às 14:30 h:  Prof. Dr. Mário Chim
- 14:30 às 15:30 h:  Prof. Dr. Luís Sampaio

Data: Dia 23 de março de 2016
Local: Auditório João Rocha

O cruzeiro oceanográfico dos Projetos NAUTILUS, INTERBIOTA e BALEIAS, atividades executadas durante a Fase V da OPERANTAR XXXIV, foi finalizado com sucesso! A equipe retornou a Punta Arenas no último dia 6 de Março. Parabéns a toda equipe embarcada por finalizar + um cruzeiro do Grupo de Oceanografia de Altas Latitudes (GOAL). Abaixo um video da nossa rotina a bordo do NPo Almirante Maximiano, preparado e idealizado pelo Oceanólogo Rubens Torquato!

https://www.youtube.com/watch?v=Nh-8xx2PJHE

O Programa de Pós-Graduação em Oceanografia Física, Química e Geológica da Universidade Federal do Rio Grande - FURG faz saber que estão abertas as inscrições para o processo de seleção e admissão de Doutores para o Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD) MEC/CAPES, conforme instituído pela Portaria nº 86, de 3 de julho de 2013.
 
INFORMAÇÕES DETALHADAS NO EDITAL DE SELEÇÃO 
 
As inscrições deverão ser realizadas no período de 26 de Janeiro a 26 de Fevereiro de 2016.

 

Clique aqui para baixar Edital PNPD_PPGOFQG_1SEM2016.pdf

 


O artigo intitulado "Sex steroid imbalances in the muricid Stramonita haemastoma from TBT contaminated sites" foi publicado na "Environmental Science and Pollution Research", tendo como autores além da doutoranda Martina Rossato (PPGOFQG), os professores do IO e ICB da FURG, bem como da Universidade Federal de São Paulo.

Artigo em anexo.

 

Clique aqui para baixar /Rossato et al 2016.pdf

 


Em janeiro de 2016, oito alunos e dois professores da University of Leicester estarão na FURG para participar do curso “Subtropical physiology and ecology”.
O curso foi organizado pela Profa Grasiela Pinho (IO) e pelo Prof Duane Fonseca (ICB) e terá duração de 10 dias. Professores e acadêmicos de pós-graduação do IO e do ICB ministrarão o curso para acadêmicos de biologia da universidade inglesa. O curso consistirá de saídas de campo e atividades de laboratório.
As boas-vindas aos alunos e professores da University of Leicester serão no dia 5 de janeiro, na sala Estuários (CIDEC SUL), e contará com palestras do professor Duane Fonseca (tema: boas-vindas e visão geral do curso), Mestre Olívia Nery (tema: história de Rio Grande) e do professor César Costa (tema: Planície Costeira do RS).
O encerramento do curso será no dia 13 de janeiro, também da Sala Estuários, com apresentações das coordenações dos Programas de Pós-graduação - mestrado e doutorado - do IO e do ICB.
Este curso será a primeira atividade desenvolvida no âmbito do Memorando de Entendimento, estabelecido em maio de 2015, entre a FURG e a University of Leicester. Por este Memorando, as duas instituições concordaram em promover e desenvolver a cooperação nas áreas de Ciências Biológicas e Oceanografia Biológica, Física, Química e Geológica através de programas cooperativos de ensino e pesquisa.

Desde o início da revolução industrial, a água do mar em todos os oceanos do nosso planeta começou gradualmente a tornar-se mais ácida. Como o aquecimento global, esse processo, conhecido como acidificação dos oceanos, é um resultado direto do aumento das concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, produto das atividades humanas. Até hoje, as mudanças da química da água do mar representam quase 30% de aumento da acidez. Previsões para o futuro indicam que o oceano vai continuar a absorver mais dióxido de carbono e se tornar cada vez mais ácido. A acidificação dos oceanos pode afetar muitos organismos marinhos e em diferentes graus, mas especialmente aqueles que constroem suas conchas e esqueletos de carbonato de cálcio (CaCO3), tais como corais, ostras, mariscos, mexilhões e pequenas algas, mas também, os impactos da acidificação podem afetar as populações, comunidades e ecossistemas, e até mesmo impactar setores socioeconômicos que dependem dos serviços provenientes de ecossistemas costeiros. Veja a recente publicação acerca dos potenciais impactos e dos ecossistemas vulneráveis na costa brasileira no artigo de revisão publicado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Acidificação dos Oceanos (BrOA; www.broa.furg.br) no link http://link.springer.com/article/10.1007%2Fs00267-015-0630-x

Para enfrentar esta ameaça da acidificação nos ecossistemas marinhos, em 15 de Dezembro, na cidade de Concepcion, Chile, um grupo de 24 cientistas de sete países da América Latina, incluindo Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Peru, México e Chile, se reuniram para estabelecer oficialmente a Rede Latino-Americana de Acidificação dos Oceanos (Rede LAOCA). Este foi co-financiado pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), através do Centro Internacional de Coordenação sobre a Acidificação do Oceano (OA-ICC), a Comissão Oceanográfica Intergovernamental (IOC) da UNESCO, o Centro de estudo de estressores-múltiplos no sistema sócio-ecológico marinho (MUSELS) e do Instituto Milênio de Oceanografia (IMO) do Chile. Durante dois dias, o grupo de cientistas discutiu os pontos fortese fracos de cada país em relação ao estudo do processo de acidificação dos oceanos, defininindo a missão e os objetivos da Rede LAOCA: (i) sintetizar informações sobre os impactos da acidificação dos oceanos na América Latina, (ii) reforçar a implementação, manutenção e bases de dados do sistema carbonato de longo prazo na América Latina, (iii) treinar os membros da rede em diferentes linhas de ação (por exemplo: observação, experimentação e modelagem), (iv) padronizar as técnicas de análise química e protocolos experimentais, a fim de promover a geração de dados de boa qualidade, (v) estabelecer um centro regional de coordenação e comunicação entre programas de pesquisa local, regional e global (por exemplo, BrOA, IMO, OA-ICC, GOA-ON, IOCCP), (vi) identificar e avaliar cenários de acidificação do oceano locais e regionais para os diferentes tipos de ecossistemas marinhos, (vii) promover o intercâmbio de estudantes e proporcionar o acesso a infra-estruturas e equipamentos de instituições e membros da rede, (viii) desenvolver estratégias de divulgação para comunicar o problema da acidificação do oceano para a sociedade, (ix) promover o desenvolvimento de projetos de investigação entre os países membros da rede, e (x) promover a inclusão da questão da acidificação dos oceanos na agenda política dos países membros, através da implementação de acordos de cooperação internacional entre os países latino-americanos que fazem parte da rede.

Finalmente, um Comitê Executivo para a Rede LAOCA foi nomeado. Em sua primeira gestão, este terá a co-direção de Leticia da Cunha (Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, Brasil, Co-líder da Rede BrOA); Nelson A. Lagos (Centro de Pesquisa e Inovação para as Alterações Climáticas, CiiCC Universidade de Santo Tomas, Chile Membro do Conselho Consultivo Científico da OA-ICC Grupo de Trabalho e SOLAS-IMBER em Acidificação do Oceano, SIOA) e Cristian A. Vargas (Universidad de Concepción, Chile. Membro Consultor da Rede Global de Observação da Acidificação do Oceano (GOA- ON) e do Programa de Coordenação Internacional de Carbono nos Oceanos (IOCCP)). Este comitê também é composto por um representante de cada país membro, incluindo: Rodrigo Kerr (Universidade Federal do Rio Grande – FURG, Brasil, Co-líder da Rede BrOA), Patricio Manriquez (CEAZA, Chile), Patricia Castillo-Briceño (ESPOL, Equador), Alberto Acosta (UTADEO, Colômbia), Michelle Graco (IMARPE, Peru) e Jose Martin Hernandez-Ayon (UABC, México). O Comitê Executivo da Rede LAOCA realizará a sua primeira reunião de coordenação em Maio do próximo ano, a fim de discutir o plano científico e ações de trabalho colaborativo para o primeiro ano de funcionamento da Rede.