O Instituto de Oceanografia realizará seu seminário interno de avaliação e planejamento em 2 eventos programados para a primeira quinzena de agosto. Estes 2 eventos terão como objetivo discutir os rumos da Oceanografia nesta década e planejar as atividades do IO para os proximos 10 anos.

O primeiro evento será um seminário denominado "Avanços e Perspectivas da Oceanografia 2012-2022". Terá a forma de ciclo de palestras e debates com cientistas de reconhecida competência na área, diretores de instituições de ensino e pesquisa em oceanografia, e representantes de agências de fomento. Este evento ocorrerá entre 3 e 5 de agosto 2011 no CIDEC-Sul.

O segundo evento será um Workshop para tratar exclusivamento do Planejamento Decenal do IO-FURG. Entre os dias 16 e 19 de agosto 2011, grupos de trabalho discutirão temas específicos para o planejamento do IO e apresentarão sugestões de diretrizes para o Instituto nos próximos 10 anos.

A programação detalhada dos eventos será informada oportunamente.

O prof. dr. Ulrich Seeliger, do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (IO/FURG), recebeu na tarde desta sexta-feira, 27, a Medalha "Biologia Marinha Brasil", criada neste ano pela Associação Brasileira de Biologia Marinha (ABBM) para prestigiar pesquisadores que tenham oferecido grandes contribuições ao desenvolvimento da área ao longo de suas carreiras.

A solenidade de entrega pela ABBM ocorreu no dia 17 de maio, durante o Congresso Brasileiro de Biologia Marinha, em Natal-RN, mas o professor Seeliger foi representado no evento pelo coordenador do curso de Oceanologia prof. Luiz Carlos Krug, por estar em viagem à Alemanha, onde nasceu.

A medalha foi entregue ao prof. Ulrich por seu ex-aluno e professor do IO-FURG, Cesar S. B. Costa. Além da medalha, o professor recebeu uma placa com homenagem da ABBM. O momento reuniu docentes, técnicos-administrativos e discentes na secretaria do IO/FURG.

Prestes a completar 35 anos de atividades na FURG, o prof. Seeliger - graduado em Farmácia (Alemanha) e em Botânica (Inglaterra), com mestrado e doutorado nos Estados Unidos se disse feliz pela distinção e agradeceu a acolhida encontrada em Rio Grande. "Em nenhum momento senti que deveria sair do Brasil. Foi um desafio de não se jogar fora", afirmou, ao receber a medalha.

Para o diretor do IO/FURG, prof. dr. Carlos Alberto Eiras Garcia, a distinção é o reconhecimento a um dos principais pesquisadores do país em Oceanografia Biológica, área da primeira pós-graduação da FURG, que o prof. Seeliger ajudou a criar. "Ele atingiu todos os patamares dentro da carreira acadêmica", destacou, referindo-se aos livros, artigos científicos, vídeos, congressos e formação de acadêmicos que compõem o currículo do homenageado.

A Medalha Biologia Marinha Brasil, que será bianual, também foi concedida aos doutores Edmundo Ferraz Nonato (USP), Eurico Cabral de Oliveira Filho (USP) e Maryse Nogueira Paranaguá (UFRPE).

 

 

O Instituto de Oceanografia da FURG promove a realização do VII Encontro da Sociedade Brasileira para o Estudo de Elasmobrânquios – SBEEL, que ocorrerá de 07 a 12 de agosto de 2011, no Centro Integrado de Desenvolvimento Oceânico e Costeiro (CIDEC-Sul) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), com o tema central "Os tubarões e as raias como patrimônio vivo do Brasil". Detalhes da programação disponíveis em: www.viisbeel.org.br.

 

Durante as últimas décadas, várias espécies de tubarões e raias têm sofrido drástico declínio populacional e se encontram em crítico risco de extinção. Dentre os principais fatores associados a este fenômeno destacam-se a destruição do habitat e o aumento global da pesca. Poucos anos atrás se discutia se espécies de elasmobrânquios deveriam entrar em listas de espécies ameaçadas. Neste momento, o foco mudou para uma nova pergunta: o que fazer para que estas espécies saiam de uma situação de risco de extinção? Diante desse contexto, o VII Encontro da SBEEL terá como tema central: “os tubarões e as raias como patrimônio vivo do Brasil”, visando analisar o estado da arte e perspectivas futuras da pesca e pesquisa de elasmobrânquios no Brasil. O VII Encontro da SBEEL contará com a participação de renomados cientistas brasileiros e estrangeiros participando de palestras, simpósios, mesas redondas e mini-cursos.

 

Na condição de sede do VII Encontro da SBEEL, o IO da FURG, mais uma vez promove o encontro de cientistas e estudantes das ciências do mar do Brasil e dos países vizinhos, desta vez gerando intensa troca de conhecimentos sobre elasmobrânquios, o que certamente resultará num evento de excelência acadêmica.

 

Breve histórico da SBEEL: A SBEEL nasceu a partir do Grupo de Trabalho sobre Pesca e Pesquisa de Tubarões e Raias no Brasil (GTPPTR) que, desde 1985, reunia-se em encontros bianuais para discutir e divulgar os resultados das pesquisas sobre essa fauna. Na VII Reunião do GTPPTR em 1995 na FURG, esse grupo de trabalho decidiu assumir o status de Sociedade, o que ocorreu efetivamente em 1997, quando a SBEEL foi oficialmente fundada e seu primeiro encontro realizado na cidade de Ilhéus-BA. Na atualidade, a SBEEL, junto as suas congêneres, sociedades americana e européia para o estudo de elasmobrânquios, formam os maiores foros de discussão sobre o tema em todo o mundo, formando opiniões, propondo ações e com isso auxiliando nas tomadas de decisões e elaboração de políticas públicas.

A Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Rio Grande – FURG lança o Edital de seleção de acadêmicos dos cursos de Graduação para participação no Programa de Graduação Internacional em Dupla Titulação (PGIDT) GCUB/UC, Edital nº 002/2011. O programa tem como um dos objetivos estimular a internacionalização de estudantes brasileiros de graduação, em nível de graduação sanduíche.

Os interessados devem estar matriculados como estudantes regulares nos cursos de História, Arquivologia e Biblioteconomia da FURG, entre outros requisitos. Abaixo, o Edital e a ficha de inscrição.

Edital e ficha de inscrição


A Associação Brasileira de Biologia Marinha (ABBM) concedeu a Medalha “Biologia Marinha Brasil” para o dr. Ulrich Seeliger, professor titular do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande - FURG. A Medalha Biologia Marinha Brasil é uma distinção criada pela ABBM para prestigiar pesquisadores que tenham oferecido grandes contribuições ao desenvolvimento da área ao longo de suas carreiras. A entrega ocorreu na terça-feira, 17, no Congresso Brasileiro de Biologia Marinha, realizado em Natal-RN até a quinta-feira, 19.

Nascido na cidade de Rinteln na Alemanha, em 1944, o prof. Seeliger formou-se em Farmácia na cidade de Harnover em 1968 e graduou-se em Botânica pela Universidade de Durham (Inglaterra) em 1972. Após concluir seu mestrado e doutorado pela Rutgers University (E.U.A), foi contratado pelo antigo Departamento de Oceanografia (hoje Instituto de Oceanografia) em 1977, tendo sido um dos responsáveis pela criação e o primeiro coordenador do Curso de Pós-Graduação em Oceanografia Biológica da FURG – o primeiro de pós-graduação na Instituição.

Autor de dez livros publicados no Brasil e no exterior, o prof. Seeliger redigiu 67 artigos para revistas científicas e capítulos de livros nacionais e internacionais, e foi coautor de cerca de uma centena de painéis e resumos apresentados em eventos científicos.

Um pouco do trabalho do pesquisador pode ser conferido nos documentários “Litoral Selvagem - Uma aventura nos confins do Brasil” e “Um Mar quase doce”, disponíveis para download no site http://www.ecomidia.pro.br/videos.html.

Além do prof. Seeliger, a Medalha “Biologia Marinha Brasil” também foi concedida este ano para outras três personalidades: dr. Edmundo Ferraz Nonato (USP), dr. Eurico Cabral de Oliveira Filho (USP) e drª. Maryse Nogueira Paranaguá (UFRPE).

A Nature, uma das mais antigas e importantes revistas científicas do mundo, publicou artigo da profª drª Margareth da Silva Copertino, do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande – FURG. O artigo de opinião é um alerta sobre a importância da vegetação costeira no balanço de carbono no planeta em tempos de mudanças climáticas.

A pesquisadora explica que o objetivo foi chamar a atenção para o papel dos manguezais, marismas e pradarias submersas dentro do sequestro do carbono (captura e estocagem do carbono atmosférico, o qual compensa as emissões), contribuindo para atenuar as mudanças climáticas. “Enquanto inúmeros esforços têm sido feitos para desacelerar a degradação de ecossistemas terrestres, através da proteção de florestas tropicais como um meio para mitigar a mudança climática, o papel dos ecossistemas costeiros vegetados tem sido negligenciado deste processo”, afirma.

Ela destaca que os habitats costeiros possuem uma alta capacidade de sequestrar carbono tanto na biomassa vegetal como nas camadas do sedimento logo abaixo, podendo ser responsáveis por mais de 50% de todo o carbono estocado nos sedimentos marinhos. “Estima-se que estes ambientes possam estocar entre 5 a 15 vezes mais carbono que ecossistemas terrestres”, revela.

O enfoque é relativamente novo dentro da comunidade científica, mas pesquisadores acreditam que tenha o potencial para transformar o manejo e conservação das áreas costeiras em escalas tanto local como global. “A destruição e degradação de zonas costeiras podem converter esses sumidouros naturais em grandes fontes de carbono para a atmosfera e agravar ainda mais o efeito estufa, já que o carbono sequestrado ao longo de centenas ou milhares de anos poderá ser liberado a médio e/ou longo prazo”, atenta a pesquisadora.

De acordo com Margareth, os esforços atuais para evitar a destruição dessas áreas ainda não têm sido suficientes, mesmo com o conhecimento sobre o papel desses habitats na circulação de nutrientes no meio ambiente, na proteção da costa e no aumento da biodiversidade, servindo como berçário para inúmeras espécies, inclusive pesqueiras. Para exemplificar, a professora lembra que o Brasil, apesar da extensão e importância da sua costa, possui muitas deficiências de conhecimento a serem preenchidas sobre a dinâmica dos ambientes vegetados.

Para discutir algumas dessas questões científicas e suas implicações ambientais, as organizações Conservation International (CI), Intergonvernmental Oceanographic Comission (IOC-Unesco) e International Union for Conservation of Nature (IUCN) elaboraram o programa intitulado “Coastal Blue Carbon”. O programa visa dar bases científicas e econômicas para o desenvolvimento de mecanismos de financiamento associados à conservação dos ecossistemas costeiros.

Margareth é a única brasileira nesse grupo de trabalho científico, formado em fevereiro por pesquisadores de diversos países, para estudar e discutir, durante os próximos dois anos, questões relativas à contribuição dos ecossistemas costeiros vegetados aos estoques globais de carbono e aos processos de sequestro. O nome do programa é uma alusão ao “Green carbon”, termo difundido para denominar o carbono absorvido e emitido pelas florestas, como a Amazônia.

O artigo foi escrito a convite da diretora do programa Oceanos da Conservation International e dos editores da Nature ao grupo “Blue Carbon”, que solicitaram a opinião da pesquisadora brasileira, devido principalmente a posição do Brasil como quarto emissor de carbono do planeta – pelas elevadas taxas de desmatamento - e sua economia de transição emergente. Além disso, o Brasil detém uma das mais extensas zonas costeiras e maiores áreas de manguezais do mundo. “Entendi que chamaram a nossa responsabilidade dentro dos esforços de redução e mitigação das emissões e de conservação dos ecossistemas costeiros”, afirma a pesquisadora. Margareth enfatiza o papel das organizações mencionadas, particularmente da Conservation International, como crucial para o lançamento da iniciativa e para o estímulo dessa e outras publicações no assunto.

O artigo está disponível em: http://www.nature.com/news/2011/110518/full/473255a.html

Anúncio foi feito durante Workshop sobre o pescado

O que era apenas um projeto começa a ser colocado em prática. A FURG está propiciando a exploração da Anchoíta, um recurso pesqueiro com grande potencialidade nutricional e econômica, mas ainda não devidamente aproveitado no Brasil. A partir desta semana, as primeiras 22 mil latas com o produto começam a ser rotuladas para distribuição inicial nas escolas de Rio Grande e Porto Alegre.
O pescado em molho com tomate está sendo produzido em uma indústria de Rio Grande. O professor Milton Espírito Santo, da Escola de Química e Alimentos (EQA), está empolgado com a iniciativa de poder processar e oferecer um alimento com grande valor nutricional aos estudantes. 
No Campus Carreiros da FURG está sendo construída uma planta-piloto para trabalhar com o produto. De acordo com o professor, a Universidade está investindo cerca de R$ 500 mil em equipamentos. A partir da conclusão das obras, a produção passará para a planta, com a possibilidade de ampliar o tipo de processamento e realizar a comercialização, inclusive para o mercado externo.
Esse é um dos assuntos que estão sendo discutidos na sala Estuários do Centro Integrado de Desenvolvimento Costeiro (Cidec-Sul) no 1º Workshop do Projeto Anchoíta. O evento teve início na tarde desta segunda-feira (2) e se estenderá até terça-feira.
Na abertura, o reitor da FURG João Carlos Cousin saudou a iniciativa dos professores da Instituição. Ele vê nesse projeto a possibilidade de a Universidade manter um trabalho integrado entre várias pesquisas que unem dados de Biologia, Oceanografia e Engenharia de Alimentos, entre outras. “A repercussão econômica desse projeto deve ser ressaltada, e certamente haverá uma grande aceitação do produto no mercado”, avaliou o reitor.
O professor Lauro Madureira, o primeiro a falar depois da abertura, é o responsável pelo desenvolvimento das pesquisas sobre o estoque pesqueiro do produto. Segundo ele, há um grande estoque do pescado desde a região Sudeste do Brasil até o Sul da Argentina, passando pelo Uruguai. Nesses três países, há de 2 a 5 milhões de toneladas. Na costa do Rio Grande do Sul, de 500 a 600 mil toneladas. 

Parceria
Para viabilizar as pesquisas a Universidade conta com parceiros. Em janeiro do ano passado, o reitor Cousin e o então ministro substituto do Ministério da Pesca e Aquicultura, Dirceu Lopes, assinaram convênio para desenvolvimento da cadeia produtiva da Anchoíta.
Pelo convênio, o Ministério comprometeu-se em repassar recursos para o desenvolvimento das pesquisas. No Workshop, Madureira revelou que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nivel Superior (Capes) também participam com recursos através de projetos encaminhados pela Universidade.


Projetos

  • Pesca e Beneficiamento da Anchoíta no Sul do Brasil, da Captura à Geração de Produtos para Alimentação Escolar e Comercialização - Projeto Processamento da AnchoítaRecursos: R$ 1.999.512,40Órgão- MPA
  • A Safra de Anchoíta no Sul do Brasil , Implicações na Captura e Alternativas ao Beneficiamento, Comercialização e Colocação dos Produos no Mercado Institucional BrasileiroRecursos: R$ 1.243.599,20Órgão: CNPq
  • Explotação Sustentável da Anchoíta e sua Introdução na Alimentação Escolar - Projeto Alimento EscolarRecursos: R$ 734.403,10Órgão: Capes

A embarcação “Tazo”, da Ilha dos Marinheiros, liderada por Igor de Freitas, foi a vencedora da Carreira de Caícos, realizada neste sábado, como parte da programação da 13ª Festa do Mar e organizada pela equipe da Museu Oceanográfico da FURG. O forte vento não impediu a competição, mas prejudicou um pouco a performance de alguns participantes que não chegaram a concluir o percurso.
Às 15h45min foi dada a largada, com 11 caícos, em frente aos pavilhões do Porto Velho e várias embarcações de apoio, garantindo a segurança dos competidores e assistentes. Mais uma vez, as velas dos caícos, normalmente utilizados na pesca artesanal, deram um colorido especial à tarde de sol.

Após cerca de 50 minutos de navegação, o “Tazo” cruzou a bóia em primeiro lugar, deixando para trás os cinco caícos que ainda competiam, superando as rajadas de vento. Igor de Freitas, que há oito anos participa das carreiras, diz que todo o êxito se deveu ao “comandante” Luis, de 70 anos, também pescador “e que entende tudo de navegação”. Em segundo lugar chegou o caíco “Pode ser” e, em terceiro, o “KLB”.

Para o diretor do Museu Oceanográfico, Lauro Barcellos, tudo correu muito bem, apesar do vento forte e deve se repetir na próxima Festa do Mar, com ainda maior participação dos ilhéus e pescadores, que reafirmam, desta forma, a tradição marinheira da cidade.

O primeiro curso de Oceanografia do Brasil chega a mil profissionais formados. A marca foi alcançada na manhã desta quarta-feira, 20, pelo curso de Oceanologia da Universidade Federal do Rio Grande – FURG. Anna Caroline Dantas Lino de Jesus, 23 anos, recebeu o diploma de número mil em solenidade de outorga de grau realizada no Gabinete do Reitor, às 11h. 

A solenidade foi conduzida pelo reitor João Carlos Brahm Cousin, também oceanógrafo formado pela FURG. A coincidência e o destaque que a mulher vem conquistando no País marcaram a fala do reitor. “Quando eu imaginaria que chegaria a ser reitor da FURG e formar a oceanógrafa de número mil, minha colega”, ressaltou. 

Anna Caroline recebeu o diploma das mãos do coordenador do curso Luiz Carlos Krug. Ele lembrou que nessas mais de quatro décadas os oceanógrafos formados pela FURG espalharam-se pelo Brasil e pelo mundo. “São exemplos de formação de qualidade e motivo de muito orgulho para a Instituição”, completou. 

A formanda, por enquanto, não pensa em sair de Rio Grande. Quer continuar na academia e tentar vaga em curso de Mestrado na Instituição. Anna Caroline ingressou na FURG em 2006. Natural de Vitória-ES e caçula de uma família de três irmãos, foi a única a deixar a cidade e a família para estudar– os dois irmãos mais velhos se formaram pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). 

O sonho de concluir um curso superior foi o primeiro de muitos, como ela fez questão de dizer durante a colação. “Se cheguei à milésima formanda foi porque Deus quis. Quem vem de longe passa por alguns percalços, vencidos pelas condições que o curso oferece”, destacou, agradecendo a todos que incentivaram seus estudos, como a família e o noivo Elder, que, em horário de trabalho, não pode assistir à colação. Na solenidade, Anna Caroline foi acompanhada pelos pais Anna Angélica e Moacir, e pelos pais do noivo, Walter Luiz e Maria Martins. 

A outorga de grau foi prestigiada pelo representante da primeira turma de formandos de Oceanologia, o professor Raul De Bem Junior, que recebeu o diploma em 1974. Também estavam presentes na solenidade o coordenador adjunto Luiz Felipe Cestari Dumont, o professor Danilo Calazans, representando a direção do Instituto de Oceanografia da FURG e os pró-reitores de Graduação, Cleuza Dias, de Pesquisa e Pós-Graduação, Danilo Giroldo, e de Assuntos Estudantis, Darlene Pereira. 
Em 2010, o curso de Oceanologia da FURG comemorou 40 anos, durante o 4º Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO), realizado em maio no Centro Integrado de Desenvolvimento Costeiro e Oceânico (Cidec-Sul), Campus Carreiros da Universidade.

Os navios Polar Almirante Maximiano e de Apoio Oceanográfico Ary Rongel retornam ao Brasil esta semana vindos de escala na Argentina. As embarcações atracam no Porto Novo de Rio Grande em dias diferentes depois de participarem da 29ª Operação Antártica (Operantar).

O Almirante Maximiano chega no dia 21. O Ary Rongel, no dia 23. As embarcações saíram do Rio de Janeiro em dezembro do ano passado e atuaram pela segunda vez de forma conjunta no apoio logístico à Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), administrada pela Marinha do Brasil, e ao desenvolvimento de pesquisas científicas na região.

A presença dos dois navios da Marinha brasileira no continente gelado eleva a capacidade logística e tecnológica do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), contribuindo para uma melhoria no desenvolvimento de pesquisas científicas conduzidas e para a coleta de dados hidroceanográficos naquela região. Além disso, flexibiliza o apoio logístico à EACF.

Esantar

A Estação de Apoio Antártico (Esantar) da FURG, localizada no Campus Carreiros, tem desempenhado importante papel nesse contexto. A Estação garante um suporte técnico-científico-administrativo ao Proantar, de forma permanente.

Compete à Esantar a guarda, conservação e preparação de todo o vestuário do pessoal que vai à Antártida, fornecendo vestimentas e equipamentos especiais que irão possibilitar a locomoção humana naquela fria região do globo. Após servirem às expedições, os equipamentos que retornam do continente gelado, tais como aparelhos de comunicação, veículos para locomoção na neve ou balsas de desembarque, são devidamente recondicionados, sob a supervisão da Estação.