A Associação Brasileira de Biologia Marinha (ABBM) concedeu a Medalha “Biologia Marinha Brasil” para o dr. Ulrich Seeliger, professor titular do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande - FURG. A Medalha Biologia Marinha Brasil é uma distinção criada pela ABBM para prestigiar pesquisadores que tenham oferecido grandes contribuições ao desenvolvimento da área ao longo de suas carreiras. A entrega ocorreu na terça-feira, 17, no Congresso Brasileiro de Biologia Marinha, realizado em Natal-RN até a quinta-feira, 19.

Nascido na cidade de Rinteln na Alemanha, em 1944, o prof. Seeliger formou-se em Farmácia na cidade de Harnover em 1968 e graduou-se em Botânica pela Universidade de Durham (Inglaterra) em 1972. Após concluir seu mestrado e doutorado pela Rutgers University (E.U.A), foi contratado pelo antigo Departamento de Oceanografia (hoje Instituto de Oceanografia) em 1977, tendo sido um dos responsáveis pela criação e o primeiro coordenador do Curso de Pós-Graduação em Oceanografia Biológica da FURG – o primeiro de pós-graduação na Instituição.

Autor de dez livros publicados no Brasil e no exterior, o prof. Seeliger redigiu 67 artigos para revistas científicas e capítulos de livros nacionais e internacionais, e foi coautor de cerca de uma centena de painéis e resumos apresentados em eventos científicos.

Um pouco do trabalho do pesquisador pode ser conferido nos documentários “Litoral Selvagem - Uma aventura nos confins do Brasil” e “Um Mar quase doce”, disponíveis para download no site http://www.ecomidia.pro.br/videos.html.

Além do prof. Seeliger, a Medalha “Biologia Marinha Brasil” também foi concedida este ano para outras três personalidades: dr. Edmundo Ferraz Nonato (USP), dr. Eurico Cabral de Oliveira Filho (USP) e drª. Maryse Nogueira Paranaguá (UFRPE).

A Nature, uma das mais antigas e importantes revistas científicas do mundo, publicou artigo da profª drª Margareth da Silva Copertino, do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande – FURG. O artigo de opinião é um alerta sobre a importância da vegetação costeira no balanço de carbono no planeta em tempos de mudanças climáticas.

A pesquisadora explica que o objetivo foi chamar a atenção para o papel dos manguezais, marismas e pradarias submersas dentro do sequestro do carbono (captura e estocagem do carbono atmosférico, o qual compensa as emissões), contribuindo para atenuar as mudanças climáticas. “Enquanto inúmeros esforços têm sido feitos para desacelerar a degradação de ecossistemas terrestres, através da proteção de florestas tropicais como um meio para mitigar a mudança climática, o papel dos ecossistemas costeiros vegetados tem sido negligenciado deste processo”, afirma.

Ela destaca que os habitats costeiros possuem uma alta capacidade de sequestrar carbono tanto na biomassa vegetal como nas camadas do sedimento logo abaixo, podendo ser responsáveis por mais de 50% de todo o carbono estocado nos sedimentos marinhos. “Estima-se que estes ambientes possam estocar entre 5 a 15 vezes mais carbono que ecossistemas terrestres”, revela.

O enfoque é relativamente novo dentro da comunidade científica, mas pesquisadores acreditam que tenha o potencial para transformar o manejo e conservação das áreas costeiras em escalas tanto local como global. “A destruição e degradação de zonas costeiras podem converter esses sumidouros naturais em grandes fontes de carbono para a atmosfera e agravar ainda mais o efeito estufa, já que o carbono sequestrado ao longo de centenas ou milhares de anos poderá ser liberado a médio e/ou longo prazo”, atenta a pesquisadora.

De acordo com Margareth, os esforços atuais para evitar a destruição dessas áreas ainda não têm sido suficientes, mesmo com o conhecimento sobre o papel desses habitats na circulação de nutrientes no meio ambiente, na proteção da costa e no aumento da biodiversidade, servindo como berçário para inúmeras espécies, inclusive pesqueiras. Para exemplificar, a professora lembra que o Brasil, apesar da extensão e importância da sua costa, possui muitas deficiências de conhecimento a serem preenchidas sobre a dinâmica dos ambientes vegetados.

Para discutir algumas dessas questões científicas e suas implicações ambientais, as organizações Conservation International (CI), Intergonvernmental Oceanographic Comission (IOC-Unesco) e International Union for Conservation of Nature (IUCN) elaboraram o programa intitulado “Coastal Blue Carbon”. O programa visa dar bases científicas e econômicas para o desenvolvimento de mecanismos de financiamento associados à conservação dos ecossistemas costeiros.

Margareth é a única brasileira nesse grupo de trabalho científico, formado em fevereiro por pesquisadores de diversos países, para estudar e discutir, durante os próximos dois anos, questões relativas à contribuição dos ecossistemas costeiros vegetados aos estoques globais de carbono e aos processos de sequestro. O nome do programa é uma alusão ao “Green carbon”, termo difundido para denominar o carbono absorvido e emitido pelas florestas, como a Amazônia.

O artigo foi escrito a convite da diretora do programa Oceanos da Conservation International e dos editores da Nature ao grupo “Blue Carbon”, que solicitaram a opinião da pesquisadora brasileira, devido principalmente a posição do Brasil como quarto emissor de carbono do planeta – pelas elevadas taxas de desmatamento - e sua economia de transição emergente. Além disso, o Brasil detém uma das mais extensas zonas costeiras e maiores áreas de manguezais do mundo. “Entendi que chamaram a nossa responsabilidade dentro dos esforços de redução e mitigação das emissões e de conservação dos ecossistemas costeiros”, afirma a pesquisadora. Margareth enfatiza o papel das organizações mencionadas, particularmente da Conservation International, como crucial para o lançamento da iniciativa e para o estímulo dessa e outras publicações no assunto.

O artigo está disponível em: http://www.nature.com/news/2011/110518/full/473255a.html

Anúncio foi feito durante Workshop sobre o pescado

O que era apenas um projeto começa a ser colocado em prática. A FURG está propiciando a exploração da Anchoíta, um recurso pesqueiro com grande potencialidade nutricional e econômica, mas ainda não devidamente aproveitado no Brasil. A partir desta semana, as primeiras 22 mil latas com o produto começam a ser rotuladas para distribuição inicial nas escolas de Rio Grande e Porto Alegre.
O pescado em molho com tomate está sendo produzido em uma indústria de Rio Grande. O professor Milton Espírito Santo, da Escola de Química e Alimentos (EQA), está empolgado com a iniciativa de poder processar e oferecer um alimento com grande valor nutricional aos estudantes. 
No Campus Carreiros da FURG está sendo construída uma planta-piloto para trabalhar com o produto. De acordo com o professor, a Universidade está investindo cerca de R$ 500 mil em equipamentos. A partir da conclusão das obras, a produção passará para a planta, com a possibilidade de ampliar o tipo de processamento e realizar a comercialização, inclusive para o mercado externo.
Esse é um dos assuntos que estão sendo discutidos na sala Estuários do Centro Integrado de Desenvolvimento Costeiro (Cidec-Sul) no 1º Workshop do Projeto Anchoíta. O evento teve início na tarde desta segunda-feira (2) e se estenderá até terça-feira.
Na abertura, o reitor da FURG João Carlos Cousin saudou a iniciativa dos professores da Instituição. Ele vê nesse projeto a possibilidade de a Universidade manter um trabalho integrado entre várias pesquisas que unem dados de Biologia, Oceanografia e Engenharia de Alimentos, entre outras. “A repercussão econômica desse projeto deve ser ressaltada, e certamente haverá uma grande aceitação do produto no mercado”, avaliou o reitor.
O professor Lauro Madureira, o primeiro a falar depois da abertura, é o responsável pelo desenvolvimento das pesquisas sobre o estoque pesqueiro do produto. Segundo ele, há um grande estoque do pescado desde a região Sudeste do Brasil até o Sul da Argentina, passando pelo Uruguai. Nesses três países, há de 2 a 5 milhões de toneladas. Na costa do Rio Grande do Sul, de 500 a 600 mil toneladas. 

Parceria
Para viabilizar as pesquisas a Universidade conta com parceiros. Em janeiro do ano passado, o reitor Cousin e o então ministro substituto do Ministério da Pesca e Aquicultura, Dirceu Lopes, assinaram convênio para desenvolvimento da cadeia produtiva da Anchoíta.
Pelo convênio, o Ministério comprometeu-se em repassar recursos para o desenvolvimento das pesquisas. No Workshop, Madureira revelou que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nivel Superior (Capes) também participam com recursos através de projetos encaminhados pela Universidade.


Projetos

  • Pesca e Beneficiamento da Anchoíta no Sul do Brasil, da Captura à Geração de Produtos para Alimentação Escolar e Comercialização - Projeto Processamento da AnchoítaRecursos: R$ 1.999.512,40Órgão- MPA
  • A Safra de Anchoíta no Sul do Brasil , Implicações na Captura e Alternativas ao Beneficiamento, Comercialização e Colocação dos Produos no Mercado Institucional BrasileiroRecursos: R$ 1.243.599,20Órgão: CNPq
  • Explotação Sustentável da Anchoíta e sua Introdução na Alimentação Escolar - Projeto Alimento EscolarRecursos: R$ 734.403,10Órgão: Capes

A embarcação “Tazo”, da Ilha dos Marinheiros, liderada por Igor de Freitas, foi a vencedora da Carreira de Caícos, realizada neste sábado, como parte da programação da 13ª Festa do Mar e organizada pela equipe da Museu Oceanográfico da FURG. O forte vento não impediu a competição, mas prejudicou um pouco a performance de alguns participantes que não chegaram a concluir o percurso.
Às 15h45min foi dada a largada, com 11 caícos, em frente aos pavilhões do Porto Velho e várias embarcações de apoio, garantindo a segurança dos competidores e assistentes. Mais uma vez, as velas dos caícos, normalmente utilizados na pesca artesanal, deram um colorido especial à tarde de sol.

Após cerca de 50 minutos de navegação, o “Tazo” cruzou a bóia em primeiro lugar, deixando para trás os cinco caícos que ainda competiam, superando as rajadas de vento. Igor de Freitas, que há oito anos participa das carreiras, diz que todo o êxito se deveu ao “comandante” Luis, de 70 anos, também pescador “e que entende tudo de navegação”. Em segundo lugar chegou o caíco “Pode ser” e, em terceiro, o “KLB”.

Para o diretor do Museu Oceanográfico, Lauro Barcellos, tudo correu muito bem, apesar do vento forte e deve se repetir na próxima Festa do Mar, com ainda maior participação dos ilhéus e pescadores, que reafirmam, desta forma, a tradição marinheira da cidade.

O primeiro curso de Oceanografia do Brasil chega a mil profissionais formados. A marca foi alcançada na manhã desta quarta-feira, 20, pelo curso de Oceanologia da Universidade Federal do Rio Grande – FURG. Anna Caroline Dantas Lino de Jesus, 23 anos, recebeu o diploma de número mil em solenidade de outorga de grau realizada no Gabinete do Reitor, às 11h. 

A solenidade foi conduzida pelo reitor João Carlos Brahm Cousin, também oceanógrafo formado pela FURG. A coincidência e o destaque que a mulher vem conquistando no País marcaram a fala do reitor. “Quando eu imaginaria que chegaria a ser reitor da FURG e formar a oceanógrafa de número mil, minha colega”, ressaltou. 

Anna Caroline recebeu o diploma das mãos do coordenador do curso Luiz Carlos Krug. Ele lembrou que nessas mais de quatro décadas os oceanógrafos formados pela FURG espalharam-se pelo Brasil e pelo mundo. “São exemplos de formação de qualidade e motivo de muito orgulho para a Instituição”, completou. 

A formanda, por enquanto, não pensa em sair de Rio Grande. Quer continuar na academia e tentar vaga em curso de Mestrado na Instituição. Anna Caroline ingressou na FURG em 2006. Natural de Vitória-ES e caçula de uma família de três irmãos, foi a única a deixar a cidade e a família para estudar– os dois irmãos mais velhos se formaram pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). 

O sonho de concluir um curso superior foi o primeiro de muitos, como ela fez questão de dizer durante a colação. “Se cheguei à milésima formanda foi porque Deus quis. Quem vem de longe passa por alguns percalços, vencidos pelas condições que o curso oferece”, destacou, agradecendo a todos que incentivaram seus estudos, como a família e o noivo Elder, que, em horário de trabalho, não pode assistir à colação. Na solenidade, Anna Caroline foi acompanhada pelos pais Anna Angélica e Moacir, e pelos pais do noivo, Walter Luiz e Maria Martins. 

A outorga de grau foi prestigiada pelo representante da primeira turma de formandos de Oceanologia, o professor Raul De Bem Junior, que recebeu o diploma em 1974. Também estavam presentes na solenidade o coordenador adjunto Luiz Felipe Cestari Dumont, o professor Danilo Calazans, representando a direção do Instituto de Oceanografia da FURG e os pró-reitores de Graduação, Cleuza Dias, de Pesquisa e Pós-Graduação, Danilo Giroldo, e de Assuntos Estudantis, Darlene Pereira. 
Em 2010, o curso de Oceanologia da FURG comemorou 40 anos, durante o 4º Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO), realizado em maio no Centro Integrado de Desenvolvimento Costeiro e Oceânico (Cidec-Sul), Campus Carreiros da Universidade.

Os navios Polar Almirante Maximiano e de Apoio Oceanográfico Ary Rongel retornam ao Brasil esta semana vindos de escala na Argentina. As embarcações atracam no Porto Novo de Rio Grande em dias diferentes depois de participarem da 29ª Operação Antártica (Operantar).

O Almirante Maximiano chega no dia 21. O Ary Rongel, no dia 23. As embarcações saíram do Rio de Janeiro em dezembro do ano passado e atuaram pela segunda vez de forma conjunta no apoio logístico à Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), administrada pela Marinha do Brasil, e ao desenvolvimento de pesquisas científicas na região.

A presença dos dois navios da Marinha brasileira no continente gelado eleva a capacidade logística e tecnológica do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), contribuindo para uma melhoria no desenvolvimento de pesquisas científicas conduzidas e para a coleta de dados hidroceanográficos naquela região. Além disso, flexibiliza o apoio logístico à EACF.

Esantar

A Estação de Apoio Antártico (Esantar) da FURG, localizada no Campus Carreiros, tem desempenhado importante papel nesse contexto. A Estação garante um suporte técnico-científico-administrativo ao Proantar, de forma permanente.

Compete à Esantar a guarda, conservação e preparação de todo o vestuário do pessoal que vai à Antártida, fornecendo vestimentas e equipamentos especiais que irão possibilitar a locomoção humana naquela fria região do globo. Após servirem às expedições, os equipamentos que retornam do continente gelado, tais como aparelhos de comunicação, veículos para locomoção na neve ou balsas de desembarque, são devidamente recondicionados, sob a supervisão da Estação.


O Programa de Pós-graduação em Oceanografia Física, Química e Geológica da Universidade Federal do Rio Grande – FURG convida para a palestra que será ministrada nesta quarta-feira, 1º, pela professora doutora Ilana Wainer, do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo – USP.

A palestra, aberta gratuitamente a todos os interessados, intitula-se "Circulação oceânica e Interação Oceano-Atmosfera no contexto do Oceano Atlântico Sul - Austral (uma revisão)" e será ministrada às 14h, na sala 409, pavilhão 4 do Campus Carreiros.

Nesta segunda-feira, 29, estão viajando a Montevidéu (Uruguai) os professores do Instituto de Oceanografia da FURG Luís André Sampaio e Wilson Wasielesky Junior. A convite da FAO, órgão das Nações Unidas para a agricultura e alimentação, ambos participam do Taller Regional “Situación y Perspectivas del Cultivo de Peces Planos en América del Sur”.

Esta reunião tem como objetivo avaliar os estudos já realizados sobre a criação de linguado na América do Sul e propor novos temas de estudo para o futuro. O Laboratório de Piscicultura Estuarina e Marinha da FURG, coordenado pelo prof. Sampaio, é referência no estudo da criação de linguado e o prof. Wilson desenvolveu estudos sobre o linguado antes de assumir a coordenação do Laboratório de Carcinicultura da FURG.

Além dos professores da FURG, o evento terá a participação de pesquisadores do Uruguai, Argentina, Chile e Peru. O professor Sampaio apresentará uma palestra versando sobre os últimos resultados publicados a respeito da criação de linguado. O evento vai de 30 de novembro a 2 de dezembro, nas cidades de Montevidéu e Cabo Polonio (Rocha).

 A comissão para eleição de coordenadores e coordenadores adjuntos dos Cursos e Programas do Instituto de Oceanografia para o Biênio 2011/2012 (CE-IO 2011/12) divulga as chapas homologadas:

- Programa de Pós-Graduação em Aqüicultura: coordenador Prof. Dr. Wilson Francisco Britto Wasielesky Júnior e coordenador adjunto o Prof. Dr. Luís André Nassr de Sampaio;
- Programa de Pós-Graduação em Oceanografia Biológica: coordenador Prof. Dr. Eduardo Resende Secchi e coordenador adjunto o Prof. Dr. João Paes Vieira Sobrinho;
- Programa de Pós-Graduação em Oceanografia Física, Química e Geológica: coordenador Prof. Dr. Maurício Magalhães Mata e coordenador adjunto Prof. Dr. João Luiz Nicolodi.

Como cada programa teve apenas uma chapa inscrita, o Conselho do Instituto decidiu que não haverá eleição e os candidatos deverão ser indicados pelo Conselho do Instituto de Oceanografia para ocupação dos respectivos cargos, no Biênio 2011/2012. Não houve candidatura para coordenador e coordenador adjunto do curso de Oceanologia. “O diretor do IO deverá convocar reunião dos professores do curso, para decidir sobre os futuros coordenador e coordenador adjunto”, esclarece o presidente da comissão Prof. Mario Chim.

As pesquisadoras brasileiras mestres Camila Marin e Amália Detoni, do Grupo de Oceanografia de Altas Latitudes (Goal), do Instituto de Oceanografia (IO) da FURG, embarcaram no navio indiano “Sagar Nidhi” para um cruzeiro de 45 dias no oceano Índico, entre as Ilhas Mauritius e o continente Antártico. Camila e Amália executarão atividades do projeto Antarctic Circumpolar Current fronts Interactions Around Crouzet Plateau Regulating Phytoplankton Assemblage (ACC-PHYTO), que é parte da colaboração firmada entre o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) e o Centro Nacional de Pesquisas Antárticas e Oceânicas da Índia (NCAOR).

A viagem das pesquisadoras iniciou no dia 25 de janeiro. O projeto ACC-PHYTO contribui com os estudos conduzidos pelo Goal (www.goal.ocfis.furg.br) no oceano Austral. O Goal é um grupo de pesquisa multidisciplinar composto por pesquisadores e estudantes de diversas instituições brasileiras, além de colaboradores internacionais com atividades de pesquisa nas áreas de Oceanografia Física, Oceanografia Biológica, Oceanografia Química, Bio-ótica e Sensoriamento Remoto, Interações Oceano-Atmosfera-Criosfera e Modelagem Oceânica e Climática.

Dentro desse contexto, o projeto ACC-PHYTO investiga a estrutura física da Corrente Circumpolar Antártica (ACC) e as interações físico-biológicas no setor Índico do oceano Austral. "O sistema de correntes e frentes da ACC é extremamente importante para estudos climáticos globais, uma vez que atua como uma barreira física para a troca de massas de água polar e subtropical", explica o diretor do IO, Carlos Alberto Garcia.

Segundo Garcia, os sistemas de frentes oceanográficas da região são extremamente dinâmicos e sua variabilidade espaço temporal será estudada por sensoriamento remoto com imagens de satélites de diversas agências espaciais (NASA e ESA). Análises biológicas para determinação dos pigmentos fotossintéticos, através da técnica de cromatografia líquida (HPLC) serão realizadas no Brasil complementando os esforços amostrais do projeto. A participação brasileira no Programa Antártico Indiano foi viabilizada pela Coordenação para Mar e Antártica da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia.