O Instituto de Oceanografia convida para a sessão pública de defesa de Memorial para promoção para a Classe E (Professor Titular) conforme cronograma:

- 10:00 às 11:00 h:  Prof. Dr. Paulo Roberto Tagliani
- 11:00 às 12:00 h:  Prof. Dr. José H. Muelbert

- 13:30 às 14:30 h:  Prof. Dr. Mário Chim
- 14:30 às 15:30 h:  Prof. Dr. Luís Sampaio

Data: Dia 23 de março de 2016
Local: Auditório João Rocha

O cruzeiro oceanográfico dos Projetos NAUTILUS, INTERBIOTA e BALEIAS, atividades executadas durante a Fase V da OPERANTAR XXXIV, foi finalizado com sucesso! A equipe retornou a Punta Arenas no último dia 6 de Março. Parabéns a toda equipe embarcada por finalizar + um cruzeiro do Grupo de Oceanografia de Altas Latitudes (GOAL). Abaixo um video da nossa rotina a bordo do NPo Almirante Maximiano, preparado e idealizado pelo Oceanólogo Rubens Torquato!

https://www.youtube.com/watch?v=Nh-8xx2PJHE

O Programa de Pós-Graduação em Oceanografia Física, Química e Geológica da Universidade Federal do Rio Grande - FURG faz saber que estão abertas as inscrições para o processo de seleção e admissão de Doutores para o Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD) MEC/CAPES, conforme instituído pela Portaria nº 86, de 3 de julho de 2013.
 
INFORMAÇÕES DETALHADAS NO EDITAL DE SELEÇÃO 
 
As inscrições deverão ser realizadas no período de 26 de Janeiro a 26 de Fevereiro de 2016.

 

Clique aqui para baixar Edital PNPD_PPGOFQG_1SEM2016.pdf

 


O artigo intitulado "Sex steroid imbalances in the muricid Stramonita haemastoma from TBT contaminated sites" foi publicado na "Environmental Science and Pollution Research", tendo como autores além da doutoranda Martina Rossato (PPGOFQG), os professores do IO e ICB da FURG, bem como da Universidade Federal de São Paulo.

Artigo em anexo.

 

Clique aqui para baixar /Rossato et al 2016.pdf

 


Em janeiro de 2016, oito alunos e dois professores da University of Leicester estarão na FURG para participar do curso “Subtropical physiology and ecology”.
O curso foi organizado pela Profa Grasiela Pinho (IO) e pelo Prof Duane Fonseca (ICB) e terá duração de 10 dias. Professores e acadêmicos de pós-graduação do IO e do ICB ministrarão o curso para acadêmicos de biologia da universidade inglesa. O curso consistirá de saídas de campo e atividades de laboratório.
As boas-vindas aos alunos e professores da University of Leicester serão no dia 5 de janeiro, na sala Estuários (CIDEC SUL), e contará com palestras do professor Duane Fonseca (tema: boas-vindas e visão geral do curso), Mestre Olívia Nery (tema: história de Rio Grande) e do professor César Costa (tema: Planície Costeira do RS).
O encerramento do curso será no dia 13 de janeiro, também da Sala Estuários, com apresentações das coordenações dos Programas de Pós-graduação - mestrado e doutorado - do IO e do ICB.
Este curso será a primeira atividade desenvolvida no âmbito do Memorando de Entendimento, estabelecido em maio de 2015, entre a FURG e a University of Leicester. Por este Memorando, as duas instituições concordaram em promover e desenvolver a cooperação nas áreas de Ciências Biológicas e Oceanografia Biológica, Física, Química e Geológica através de programas cooperativos de ensino e pesquisa.

Desde o início da revolução industrial, a água do mar em todos os oceanos do nosso planeta começou gradualmente a tornar-se mais ácida. Como o aquecimento global, esse processo, conhecido como acidificação dos oceanos, é um resultado direto do aumento das concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, produto das atividades humanas. Até hoje, as mudanças da química da água do mar representam quase 30% de aumento da acidez. Previsões para o futuro indicam que o oceano vai continuar a absorver mais dióxido de carbono e se tornar cada vez mais ácido. A acidificação dos oceanos pode afetar muitos organismos marinhos e em diferentes graus, mas especialmente aqueles que constroem suas conchas e esqueletos de carbonato de cálcio (CaCO3), tais como corais, ostras, mariscos, mexilhões e pequenas algas, mas também, os impactos da acidificação podem afetar as populações, comunidades e ecossistemas, e até mesmo impactar setores socioeconômicos que dependem dos serviços provenientes de ecossistemas costeiros. Veja a recente publicação acerca dos potenciais impactos e dos ecossistemas vulneráveis na costa brasileira no artigo de revisão publicado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Acidificação dos Oceanos (BrOA; www.broa.furg.br) no link http://link.springer.com/article/10.1007%2Fs00267-015-0630-x

Para enfrentar esta ameaça da acidificação nos ecossistemas marinhos, em 15 de Dezembro, na cidade de Concepcion, Chile, um grupo de 24 cientistas de sete países da América Latina, incluindo Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Peru, México e Chile, se reuniram para estabelecer oficialmente a Rede Latino-Americana de Acidificação dos Oceanos (Rede LAOCA). Este foi co-financiado pela Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), através do Centro Internacional de Coordenação sobre a Acidificação do Oceano (OA-ICC), a Comissão Oceanográfica Intergovernamental (IOC) da UNESCO, o Centro de estudo de estressores-múltiplos no sistema sócio-ecológico marinho (MUSELS) e do Instituto Milênio de Oceanografia (IMO) do Chile. Durante dois dias, o grupo de cientistas discutiu os pontos fortese fracos de cada país em relação ao estudo do processo de acidificação dos oceanos, defininindo a missão e os objetivos da Rede LAOCA: (i) sintetizar informações sobre os impactos da acidificação dos oceanos na América Latina, (ii) reforçar a implementação, manutenção e bases de dados do sistema carbonato de longo prazo na América Latina, (iii) treinar os membros da rede em diferentes linhas de ação (por exemplo: observação, experimentação e modelagem), (iv) padronizar as técnicas de análise química e protocolos experimentais, a fim de promover a geração de dados de boa qualidade, (v) estabelecer um centro regional de coordenação e comunicação entre programas de pesquisa local, regional e global (por exemplo, BrOA, IMO, OA-ICC, GOA-ON, IOCCP), (vi) identificar e avaliar cenários de acidificação do oceano locais e regionais para os diferentes tipos de ecossistemas marinhos, (vii) promover o intercâmbio de estudantes e proporcionar o acesso a infra-estruturas e equipamentos de instituições e membros da rede, (viii) desenvolver estratégias de divulgação para comunicar o problema da acidificação do oceano para a sociedade, (ix) promover o desenvolvimento de projetos de investigação entre os países membros da rede, e (x) promover a inclusão da questão da acidificação dos oceanos na agenda política dos países membros, através da implementação de acordos de cooperação internacional entre os países latino-americanos que fazem parte da rede.

Finalmente, um Comitê Executivo para a Rede LAOCA foi nomeado. Em sua primeira gestão, este terá a co-direção de Leticia da Cunha (Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, Brasil, Co-líder da Rede BrOA); Nelson A. Lagos (Centro de Pesquisa e Inovação para as Alterações Climáticas, CiiCC Universidade de Santo Tomas, Chile Membro do Conselho Consultivo Científico da OA-ICC Grupo de Trabalho e SOLAS-IMBER em Acidificação do Oceano, SIOA) e Cristian A. Vargas (Universidad de Concepción, Chile. Membro Consultor da Rede Global de Observação da Acidificação do Oceano (GOA- ON) e do Programa de Coordenação Internacional de Carbono nos Oceanos (IOCCP)). Este comitê também é composto por um representante de cada país membro, incluindo: Rodrigo Kerr (Universidade Federal do Rio Grande – FURG, Brasil, Co-líder da Rede BrOA), Patricio Manriquez (CEAZA, Chile), Patricia Castillo-Briceño (ESPOL, Equador), Alberto Acosta (UTADEO, Colômbia), Michelle Graco (IMARPE, Peru) e Jose Martin Hernandez-Ayon (UABC, México). O Comitê Executivo da Rede LAOCA realizará a sua primeira reunião de coordenação em Maio do próximo ano, a fim de discutir o plano científico e ações de trabalho colaborativo para o primeiro ano de funcionamento da Rede.

Programa de Pós-Graduação em Aquicultura (PPGAq) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), do Instituto de Oceanografia (IO), promove Seminário na quinta-feira (10) e sexta-feira (11) no anfiteatro da Estação Marinha de Aquacultura (EMA). As atividades serão realizadas das 13h30 às 17h30, de quinta-feira (10); e das 8h30 às 12h, de sexta-feira (11). O Seminário, que é realizado anualmente, tem como objetivo incrementar a interação entre professores e acadêmicos PPGAq. 

Durante o evento, serão ministradas duas palestras e apresentados os resultados de dissertações e teses. A primeira palestra será sobre enfermidades que podem ser adquiridas por contato com organismos aquáticos, proferida pelo professor do IO, Luis Romano. Já a segunda tratará de patentes, a ser ministrada pelo diretor de inovação tecnológica da FURG, Vinícius Oliveira. 
O professor do Instituto de Oceanografia (IO) da FURG, Rodrigo Kerr, teve artigo publicado na revista - Environmental Management. Intitulado The Western South Atlantic Ocean in a High-CO2 World: Current Measurement Capabilities and Perspectives. O artigo foi publicado recentemente  e traz uma importante revisão do resultado do trabalho da Rede de Pesquisa BrOA, e aborda as questões de Acidificação dos Oceanos nos ecossistemas do oeste do oceano Atlântico Sul, apontando fragilidades e pontos onde a pesquisa nesse tema precisa avançar no país, além de estabelecer as metas a longo prazo para a Rede de Pesquisa Brasileira sobre Acidificação dos Oceanos (BrOA).
 
Os autores que lideram a publicação, Rodrigo Kerr (IO-FURG) e Leticia C. da Cunha (Faoc-Uerj), são os coordenadores BrOA, o projeto faz parte do diretório nacional de grupos de pesquisa do CNPq.  Dentre os autores do artigo destaca-se a participação de professores e alunos dos Programas de Pós-Graduação em Oceanografia Física, Química e Geológica e em Oceanografia Biológica da FURG.
 
Nesse artigo, os pesquisadores mostraram que a Amazônia Azul carece de observações apropriadas para investigar e determinar os efeitos da acidificação, incluindo ecossistemas costeiros sensíveis, como os recifes de corais, banco de rodolitos (agora duramente afetado pelo acidente com os rejeitos de mineração) e regiões de plataforma continental. 
 
Dentre os efeitos prováveis da acidificação, os autores indicaram mudanças no metabolismo de organismos sensíveis (como corais e algas calcárias) e no funcionamento do ecossistema como fonte ou sumidouro de CO2. Os efeitos da acidificação também podem trazer consequências negativas para o Brasil e os países vizinhos no litoral do Oceano Atlântico, afetando a pesca e o turismo, por exemplo.
 
Os autores apresentaram um panorama da pesquisa sobre acidificação, que vem sendo desenvolvida no Brasil, os avanços e as atuais deficiências na infra-instrutora para estudar este assunto. Para concluir, há uma lista extensa sobre as ações a serem tomadas para progredir no estudo da acidificação e possibilitar o melhor gerenciamento dos ecossistemas dessa região do Atlântico ainda pouco conhecida.
 

O calenário de exames pode ser encontrado no link https://drive.google.com/file/d/0B0jGqLsaQB0yMXkxbnJoMlBwUWM/view?usp=sharing